DESTAQUES




"Toda a escolha tem consequências. É necessário perder para ganhar. É necessário abandonar para ter. Quem quer ganhar sempre não aprendeu a viver."

(Autor desconhecido)

terça-feira, 31 de março de 2009

Palavra do Pároco


Nº 24 – Série III - 5 de Abr. 2009 – Domingo de Ramos


BENDITO O QUE VEM…


Irmãos e irmãs em Jesus Cristo
Eis que é chegada a SEMANA SANTA, também conhecida como Semana Maior. Num ambiente festivo e até eufórico, o Povo de Jerusalém aclama a chegada de Jesus, que chega montado num jumento como já predissera o profeta Zacarias: «Exulta de alegria, filha de Sião!Solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei vem a ti;
Ele é justo e vitorioso; vem, humilde, montado num jumento, sobre um jumentinho, filho de uma jumenta»
(Zc 9,9).

Muito provavelmente, muitos dos que O aclamaram e lhe estenderam ramos para Ele passar, poucos dias depois ajudaram a gritar: «Crucifica-O! Crucifica-O!». Eis o mistério da pessoa humana, que hora aplaude hora condena, eis o mistério da grandeza de Deus, que perante a fragilidade humana apresenta-Se humilde, montado num jumentinho e sem desistir de nós caminha ao nosso encontro para nos redimir pelo mistério da Sua morte na Cruz e Ressurreição ao Terceiro Dia… que a nossa atitude neste Domingo de Ramos seja de facto festiva. É o Dia Mundial da Juventude e não deixa de ser curioso que Ele não se apresenta para os Jovens como o grande herói vitoroiso, o modelo de conquistador que destrói o inimigo… apresenta-Se humilde, montado num jumento. Ele apresenta à Juventude qual a maior das virtudes: a humildade. Qual a maior força conquistadora: o Amor! QUE A PÁSCOA NÃO NOS PASSE AO LADO, PROCUREMOS PARTICIPAR EM TODAS AS CELEBRAÇOES


Pe Silvano Gonçalves

Viver a Páscoa do Senhor

A Páscoa é a principal festa anual da Igreja Católica, com a qual se celebra a Ressurreição de Cristo em glória, após o terceiro dia da sua crucifixão. Páscoa - «pascha»- é o termo com que os Hebreus comemoravam a data da saída do Egipto sob o comando de Moisés, após a sua libertação da servidão. Tradição que os cristãos adoptaram para comemorar a mensagem da imolação e ressurreição de Cristo.
A mensagem de Cristo sensibilizava o coração dos necessitados, pois muitas pessoas tinham-n’O visto caminhar por cima das ondas, ser obedecido pelo vento, transformar água em vinho, matar a fome a milhares de pessoas com meia dúzia de pães, ressuscitar Lázaro sepultado há quatro dias, desencorajar os amantes dos bens materiais com as Bem-Aventuranças, dar saúde aos enfermos. etc, etc.
Durante a última ceia, reunido com os discípulos em casa de Simão, Cristo, num gesto de humildade, lavou os pés aos apóstolos e instituiu a EUCARISTIA, concretizando a promessa de se entregar. Com a Eucaristia, Cristo quis partilhar a vida, ser cúmplice das histórias humanas, para trazer novos horizontes ao sentido próprio da vida. Mas nada convenceu os fanáticos zeladores da lei, pasmados ao vê-Lo percorrer as ruas de Jerusalém a cavalo, triunfante como um rei, seguido de grande multidão, empunhando palmas e cantando hosanas ao filho de David, criou neles uma onda de medo e inveja que veio a culminar na mais injusta, mais bárbara, mais sacrílega sentença de que há memória: a CRUCIFIXÃO. Cristo tudo sofreu resignado, ressuscitou ao terceiro dia e subiu ao céu em glória.
Com a RESSURREIÇÃO, Cristo libertou a humanidade do cativeiro do pecado para uma vida nova, como outrora os Hebreus tinham sido libertados do cativeiro no Egipto. Pouco depois, os discípulos, transformados em homens novos, corajosos, plenos de luz e sabedoria. Bastou dizer-lhes: «Ide, ensinai todas as nações» e o espírito da mensagem cristã começou a irradiar por toda a parte. Entrados no terceiro milénio da era cristã, a mensagem permanece sempre actual, em todas as línguas e povos da terra.
A ressurreição de Cristo, encarnada na evangelização dos povos, está sempre a repetir-se ao longo dos séculos. Hoje há uma enorme ânsia de renovação interior. Mas, como naquele tempo, homens alucinados esforçam-se por renovar a crucifixão de Cristo em seus fiéis. Teremos de abrir as portas dos nossos corações de par em par à mensagem de paz e amor da Páscoa da Ressurreição. Na Páscoa de 2009 cantemos aleluias, como os apóstolos após a Ressurreição de Cristo, ressuscitemos dispostos a construir uma vida mais perfeita, apregoando destemidamente a mensagem cristã: «AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI».



Mário Carapinha (adaptado)

Evangelho do próximo Domingo: dia 12 de Abril - Domingo de Páscoa

EVANGELHO – Jo 20,1-9

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
Palavra da Salvação.
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PUBLICAÇÕES GERAIS


Peregrinação por terras de São Paulo (Grécia) 30 de Julho a 6 de Agosto

No próximo dia 20 de Abril, pelas 20h 30m, no Salão da Igreja de São Francisco Xavier, Calheta, terá inicío mais um CPM (Centro de Preparação para o Matrimónio). Nele poderão participar todos os casais de noivos, tendo ou não dada marcada para o casamento. Também os casais novos, casados há pouco tempo e que nunca participaram, podem participar. As inscrições serão feitas no dia e hora acima referido.

RECEITA DA PÁSCOA

INGREDIENTES:

  • Perdão;
  • Alegria;
  • Paciência;
  • Fé;
  • Perseverança;
  • Vontade de Ser Feliz e;
  • Paz


PREPARAÇÃO:

Misture no recipiente bem lavado da sua alma, chocolate, mais perdão e alegria. Deixe calmamente em banho-maria até que todas as mágoas e rancores sejam depurados. Espere esfriar um pouco, salpicando perseverança e paciência e despeje nos dois lados do coração. Prepare o seu bombom predilecto com recheios de paz e vontade de ser feliz. Eleve o seu pensamento a Deus nessa hora. Desenforme as duas partes moldadas no coração, coloque dentro os bombons, embrulhe com um papel transparente de amizade, verdejante e luzente de esperança. Amarre com fitas prateadas de carinho e mande muitos, muitos, para quem não te entende também... é tempo de redenção.

Desejamos uma PÁSCOA FELIZ com chocolate no coração.

A equipa executiva

terça-feira, 24 de março de 2009

Palavra do Pároco


Nº 23 – Série III - 29 de Mar. 2009 – Domingo V Tempo da QUARESMA


RECEBE POR ESTE SINAL O DOM DE DEUS


Nestes dias da Quaresma, as nossas comunidades paroquiais foram agraciadas com a presença de D. António Carrilho que se dignou vir até ao meio de nós celebrar a Eucaristia e nela, administrar o Sacramento da Confirmação.
Quando o jovem se aproxima do sr Bispo, este chama-o pelo seu nome e, traçando-lhe uma cruz na fronte com o óleo do Crisma, diz: Recebe por este sinal o Espírito Santo Dom de Deus. Ao que o jovem prontamente responde Ámen! Neste Momento da Crismação, enquanto se canta, o jovem está a ser constituído Missionário, enviado de Cristo ao mundo. Seja qual for o futuro do adolescente que se crisma, é muito importante tomarmos consciência de que, tal como o Ressuscitado soprou sobre o Apóstolos, dando-lhes o Seu Espírito e deu-lhes a Missão de Evangelizar, precisamente o mesmo acontece nas nossas comunidades paroquiais. É Cristo que imprime o Seu Espírito na vida do jovem, é Cristo que envia cada um dos adolescentes ao mundo das suas responsabilidades, projectos e sonhos e aí o desafia a ser Sua testemunha, na alegria e na esperança. E nós comunidade paroquial, que um dia também recebemos este sacramento, não teremos responsabilidade na vida destes jovens? Como os acolhemos? Que incentivos, responsabilidades a atenção é que lhes estamos a dar? Que esta acção do Espírito Santo nos nossos adolescentes também recaia sobre cada um de nós.


Pe Silvano Gonçalves

PALAVRA DE VIDA

Já reparam que, em geral, nós não vivemos a vida? Arrastamo-la, à espera de um “mais tarde”, em que talvez cheguem “dias melhores”.
É verdade que há-de vir um futuro melhor, mas não é aquele que imaginamos. Temos um instinto divino que nos leva a esperar alguém ou qualquer coisa que nos possa satisfazer.
E sonhamos talvez com um dia feriado, ou em ter tempo livre, ou com um encontro especial, depois dos quais não ficamos satisfeito, totalmente satisfeito. E voltamos à rotina de uma existência que não se vive com convicção. Está-se sempre à espera.
O facto é que, entre os elementos que compõem a vida de cada pessoa, existe um a que ninguém pode escapar: é o encontro pessoal com o Senhor que vem. São esses os “ dias melhores” para os quais inconscientemente tendemos, porque somos feitos para a felicidade. Porque só Deus nos pode dar a felicidade total.
E Jesus, sabendo muito bem que todos andamos cegamente à procura da felicidade, avisa-nos:
“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor”.
Com estas palavras, Jesus refere à Sua vinda no último dia. Tal como subiu ao Céu, quando estava no meio dos apóstolos, assim há-de voltar.
Mas estas palavras querem dizer também a vinda do Senhor no fim da vida de cada pessoa. De facto, quando uma pessoa morre, para ela o mundo acabou. E já que não sabemos se Cristo vem hoje, esta noite, amanhã, ou dentro de um ano ou mais, temos que vigiar. Precisamente como aqueles que estão alerta, porque sabem que os ladrões vão vir esvaziar-lhes a casa, mas não sabem a que horas vão chegar. E se Jesus vem, quer dizer que esta vida é passageira. Mas, se o é, em vez a desvalorizarmos, devemos dar-lhe a máxima importância. Temos que nos preparar para aquele encontro com uma vida digna.
“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor”.
É mesmo necessário que cada um vigie. A nossa vida não é simplesmente uma pacífica sucessão de actos. É também uma luta. E mais variadas tentações, como as sexuais, as da vaidade, do apego ao dinheiro, da violência, são os nossos primeiros inimigos.
Se vigiarmos sempre, não nos deixamos apanhar de surpresa. Mas vigia bem quem ama. É próprio do amor vigiar. Quando se ama uma pessoa, o coração vigia sempre à sua espera e, cada minuto que passa sem ela, é vivido em função dela. Assim faz uma esposa apaixonada quando trabalha ou prepara aquilo que poderá servir ao seu esposo ausente: faz cada coisa a pensar nele. E, quando ele chega, na sua saudação exultante está o alegre trabalho do dia.
Assim faz uma mãe quando tem um pequeno intervalo para repousar, durante a assistência ao seu filhinho doente. Dorme, mas o seu coração vigia.
Chiara Lubich

UMA HISTÓRIA DE SOLIDARIEDADE


O nome dele era Fleming e era um pobre fazendeiro escocês. Um dia, enquanto trabalhava para ganhar a vida e o sustento para sua família, ele ouviu um pedido desesperado de socorro vindo de um pântano nas proximidades. Largou as suas ferramentas e correu para lá. Quando ali chegou, encontrou um menino, enlameado até a cintura, gritando e tentando se safar da morte. O fazendeiro Fleming salvou o rapaz de uma morte lenta e terrível.
No dia seguinte, uma carruagem riquíssima chegou à humilde casa do escocês. Um nobre elegantemente vestido saiu e apresentou-se como o pai do menino que o fazendeiro Fleming havia salvo.
- Eu quero recompensá-lo - disse o nobre.
- Você salvou a vida do meu filho.
- Não, eu não posso aceitar pagamento para o que eu
fiz - responde o fazendeiro escocês, recusando a oferta.
Naquele momento, o filho do fazendeiro veio à porta do casebre.
- É seu filho? - perguntou o nobre.
- Sim - o fazendeiro respondeu orgulhosamente.
- Eu tenho uma proposta. Deixe-me levá-lo e dar-lhe uma boa
educação. Se o rapaz for como seu pai, ele crescerá e será um
homem do qual você terá muito orgulho.
E foi o que ele fez. Tempos depois, o filho do fazendeiro Fleming formou-se no St.Mary's Hospital Medical School de Londres, ficou conhecido no mundo como o notável Senhor Alexander Fleming, o descobridor da Penicilina. Anos depois, o filho do nobre estava doente com pneumonia. O que o salvou? - Penicilina. O nome do nobre? Senhor Randolph Churchill. O nome do filho dele? Senhor Winston Churchill. Alguém disse uma vez que se colhe o que se planta. Trabalhe como se não precisasse do dinheiro. Ame como se nunca tivesse tido uma decepção. Dance como se ninguém estivesse a assistir. É de exemplos de belos gestos como esses que vive o mundo, e não de gestos de guerra, de violência, de agressão.
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PUBLICAÇÕES GERAIS


Peregrinação por terras de São Paulo (Grécia) 30 de Julho a 6 de Agosto


DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE:

Sábado, dia 4 de Abril das 10h às 18:30 Almoço Partilhado todos os jovens a partir do 7º ano de catequese.


Atenção à mudança da hora – adianta


Os escuteiros estarão nas nossas igrejas a vender palmitos no Sábado de Ramos
Catequese termina este fim de semana, todos os catequizandos trazem a roda da quaresma no próximo Sábado e entregam aos seus catequistas.


CPM dia 20 de Abril pelas 20h 30m

Paróquia do Atouguia
- Já temos alguns donativos para o som da capela de Cristo Rei

Paróquia da Calheta
- Já temos garantido o restauro de 11 Apóstolos

Paróquia de São Francisco
- Recebi donativos para lamparina, para o boletim e para hóstias

terça-feira, 17 de março de 2009

Palavra do Pároco


Nº 22 – Série III - 22 de Mar. 2009 – Domingo IV Tempo da QUARESMA


O MISTÉRIO DA CRUZ


Para entendermos o significado fundamental da cruz, é muito importante que estejamos atentos ao que Jesus diz: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me» (Mt 16, 24). A cruz significa antes de tudo que não sejamos NADA para nós mesmos, e ser TUDO para os outros. De facto, Jesus do alto da cruz, já não tinha nada que fosse seu, doou-Se totalmente à humanidade! Conforme ele mesmo nos diz: ninguém tira a minha vida, e a dou livremente. Esse facto é o coroamento de toda a vida de Jesus, que não se apegou de forma egoísta à Sua condição divina, mas fez-se homem, obediente até à morte e morte de cruz. Abster-se de traçar detalhadamente o mapa do futuro, aceitar as próprias limitações, largar o que pensávamos possuir, e tudo isso de bom grado, é este o caminho da cruz, é esta a proposta de Jesus. Este é o caminho que devemos fazer durante a quaresma, senão a nossa Páscoa não encontra em nós o seu sentido. Nós cristãos falamos com facilidade de renúncia, de negar-se a si mesmo, morrer cada dia e nascer de novo. Neste IV Domingo da Quaresma, Jesus lança-nos o desafio de olhar para a Cruz e percebermos o que é que ela significa em mim e para mim. Somos desafiados a deixar de parte a teoria e começarmos a perceber que a Cruz autêntica pode passar pelo amor sincero àqueles que mais carecem da nossa caridade, tanto material como espiritual. Só assim estaremos a caminho para a Páscoa, para a para a Ressurreição de Cristo, para a nossa Ressurreição…

Pe Silvano Gonçalves

Evangelho do próximo Domingo: dia 29 de Março - Domingo V da Quaresma - B

EVANGELHO: Jo 12, 20-33

Naquele tempo, alguns gregos que tinha vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queríamos ver Jesus». Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome».
Palavra da Salvação


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE

O PAPA BENTO XVI

PARA A QUARESMA DE 2009



"Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome" (Mt 4, 1-2)

Continuação
Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.

De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de
outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes». Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 11 de Dezembro de 2008

ACÇÃO PASTORAL de 23 a 29 de Março 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS


Peregrinação por terras de São Paulo (Grécia) 30 de Julho a 6 de Agosto

Nesta semana, estarei todos os dias à tarde em confissões nas paróquias do concelho pelo que não poderei celebrar de tarde, excepto 6ª feira.


DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE: Sábado, dia 4 de Abril das 10h às 18:30 Almoço Partilhado
Atenção à mudança da hora no próximo Sábado par Domingo - adianta

Paróquia do Atouguia
- Já temos alguma verbas para o som da cap ela de Cristo Rei;
- Recebi um donativo para lamparinas, para hóstias e para a igreja nova.


Paróquia da Calheta
- Já temos garantido o restauro de 11 Apóstolos;
- Recebi donativos para restauros de pessoas particulares;
- Noite de vigília 21:30 até 8h.

Paróquia de São Francisco
- Visitas aos idosos – ver tabela

terça-feira, 10 de março de 2009

Palavra do Pároco


Nº 21 – Série III - 15 de Mar. 2009 – Domingo III
Tempo da QUARESMA


OS MANDAMENTOS: IMPOSIÇÕES OU CAMINHO?


Neste terceiro Domingo do tempo da Quaresma, são-nos apresentados, como proposta de vida os Dez Mandamentos. Ao longo dos séculos, o Povo de Deus tomou consciencia que estas dez palavras (o decálogo) seria a base da sua relação com Deus: Guardareis sempre os preceitos, os decretos, a lei e os mandamentos que Ele vos deu por escrito, para os cumprirdes continuamente (2Re 17 37). Em diversas passagens do Antigo Testamento os Dez Mandamentos emergem como a condição de vida do crente, e o seu não cumprimento implicaria a condenação.
Jesus diz por suas próprias palavras: «não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição»(Mt 5, 17) ora, se Jesus vem levar os Mandamentos à perfeição, Ele não retirou nem acrescentou qualquer Mandamento, veio sim lhe dar o verdadeiro sentido: pois o amor de Deus consiste precisamente em que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são uma carga, 1Jo 5, 3. Por aqui podemos perceber o que realmente o Senhor espera de nós neste terceiro Domingo Quaresmal, que a nossa vivência cristã não seja uma carga, que os Mandamentos da Lei de Deus e da Santa Igreja não sejam para nós leis a obedecer cegamente mas antes um caminho que nos abra os olhos para o sentido da Vida, para o outro, para a descoberta de que a verdadeira felicidade está precisamente na sintese dos Mandamentos: Amar a Deus e ao Próximo!


Pe Silvano Gonçalves

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2009


"Jejuou durante quarenta dias e quarenta
noites e, por fim, teve fome" (Mt 4, 1-2)

(Continuação)



Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).
A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: PL 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.


(continua...)

Evangelho do próximo Domingo: dia 22 de Março - Domingo IV da Quaresma - B

EVANGELHO: Jo 3,14-21

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou em nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta:
a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.

Palavra da Salvação

ACÇÃO PASTORAL de 16 a 22 de Março 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS

- Estão abertas as inscrições para um curso de arte floral na casa do Povo da Calheta
- Peregrinação por terras de São Paulo (Grécia) 30 de Julho a 6 de Agosto
- Encontro de Catequistas no próximo Domingo dia 22 – 15h

Paróquia do Atouguia
- Recebi donativo para a igreja nova
- Já donativos para o som da capela de Cristo Rei
- Confissões 3ª Feira 16:30

Paróquia da Calheta
- Já temos garantido o restauro de 11 Apóstolos
- Recebi donativos para apoio aos restauros
- Recebi donativo para a Luz do Santíssimo
- Confissões, 4ª feira – 19h

Paróquia de São Francisco
- Recebi donativos para Luz do Santíssimo e para S. Francisco
- Confissões: 4ª Feira 16:30

sexta-feira, 6 de março de 2009

Palavra do Pároco



Nº 20 – Série III - 8 de Mar. 2009 – Domingo II Tempo da QUARESMA


TRANSFIGURAR-SE: A CONVERSÃO


Como todos nós já nos apercebemos, o tempo da Quaresma, é um tempo em que a Liturgia pretende catequizar o Povo de Deus na sua caminhada para a Páscoa. Se no passado Domingo tomamos consciencia da nossa condição frágil, sujeitos à tentação, neste segundo Domingo celebramos a Transfiguração do Senhor, ou seja, cada um de nós é convidado a iniciar um processo de Transfiguração pessoal. Transfigurar, isto é, mudar de figura tudo aquilo que em nós não nos deixa ser livres e faz-nos sofrer a nós e aos outros. Tranfigurar o nosso egoísmo em Caridade, transfigurar os nossos medos em confiança, transfigurar os nossos desânimos em esperança. Os discípulos, perante esta visão do «Cristo Glorioso» ficaram de tal forma arrebatados que queriam montar ali três tendas, já não queriam saber do mundo, contudo Jesus quase que os obrigou a retomarem o caminho de volta ao “mundo”, a Sua Missão tinha de se cumprir, tinha de ser julgado, escarnecido, flagelado e crucificado. Por sua vez os discípulos, também tinham de continuar a aprender com o Mestre, para depois serem anunciadores, perseguidos e martirizados. É o mistério da nossa vida cristã. É muito bom contemplarmos a Cristo na Eucaristia, nas nossas orações, mas sempre sem esquecer que o mundo espera por nós, pela nossa Missão de perdoar e amar!


Pe Silvano Gonçalves

ACÇÃO PASTORAL de 9 a 15 de Março 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS

Encontro com todos os Acólitos em São Francisco próximo Domingo dia 15 pelas 15h. Haverá transporte para os que precisarem a partir das 14:30.
Na próxima 5ª Feira, dia 12, encontro de coros na Vila: 19:30

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mensagem do Reverendíssimo Bispo do Funchal para a Quaresma

Olá a todos, dispomos aqui o vídeo da Mensagem de sua Excelência Reverendíssima D. António Carrilho para a Quaresma, escutem e vejam o que ela nos pode ensinar e orientar nesta quadra tão importante da nossa vida cristã.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Palavra do Pároco


Nº 19 – Série III - 1 de Fev 2009 – Domingo I Tempo da QUARESMA


UMA ALIANÇA DE AMOR

Irmãos e irmãs em Jesus Cristo

Estamos a começar o tempo santo da Quaresma, um tempo em que cada um de nós tem mais uma oportunidade de se aproximar de Deus e dos nossos irmãos. A liturgia deste primeiro Domingo do tempo da Quaresma, tradicionalmente conhecido como o «Domingo da Tentação», ajuda-nos a tomarmos consciência da nossa condição frágil. Permanentemente sujeita a todo o tipo de tentações. O próprio Jesus, no deserto sentiu-se tentado, assumiu a sua condição humana, confirmou a fragilidade da natureza humana.
Nas leituras deste Domingo, vemos que Deus não nos oprime por nos sentirmos tentados. Pelo contrário, Ele, conhecendo a matéria com que nos fez, quer aliar-se à nossa condição fraca: «estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência e com todos os seres vivos que vos acompanham»( Gen. 9, 9-10). Deus nosso Pai, na Sua Misericórdia infinita, sendo Todo-Poderoso, quer ter a iniciativa de fazer aliança com a nossa vida frágil e sujeita à tentação.
Para uma melhor vivência da Quaresma, o nosso Sr Bispo D. António sugere três «pilares»: “A tradição bíblica e cristã assentaram a espiritualidade quaresmal em três pilares, que, com a força libertadora e santificadora do Espírito Santo, recriam o homem novo: a oração, o jejum e a esmola”. Que este tempo da Quaresma seja de verdade um tempo de Aliança com Deus, que nos sintamos mais animados com a nossa vida, conscientes da nossa condição frágil, mas aliados com Deus Pai, Deus Poderoso, Deus Amor.

Pe Silvano Gonçalves