DESTAQUES




"Toda a escolha tem consequências. É necessário perder para ganhar. É necessário abandonar para ter. Quem quer ganhar sempre não aprendeu a viver."

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 6 de março de 2009

Palavra do Pároco



Nº 20 – Série III - 8 de Mar. 2009 – Domingo II Tempo da QUARESMA


TRANSFIGURAR-SE: A CONVERSÃO


Como todos nós já nos apercebemos, o tempo da Quaresma, é um tempo em que a Liturgia pretende catequizar o Povo de Deus na sua caminhada para a Páscoa. Se no passado Domingo tomamos consciencia da nossa condição frágil, sujeitos à tentação, neste segundo Domingo celebramos a Transfiguração do Senhor, ou seja, cada um de nós é convidado a iniciar um processo de Transfiguração pessoal. Transfigurar, isto é, mudar de figura tudo aquilo que em nós não nos deixa ser livres e faz-nos sofrer a nós e aos outros. Tranfigurar o nosso egoísmo em Caridade, transfigurar os nossos medos em confiança, transfigurar os nossos desânimos em esperança. Os discípulos, perante esta visão do «Cristo Glorioso» ficaram de tal forma arrebatados que queriam montar ali três tendas, já não queriam saber do mundo, contudo Jesus quase que os obrigou a retomarem o caminho de volta ao “mundo”, a Sua Missão tinha de se cumprir, tinha de ser julgado, escarnecido, flagelado e crucificado. Por sua vez os discípulos, também tinham de continuar a aprender com o Mestre, para depois serem anunciadores, perseguidos e martirizados. É o mistério da nossa vida cristã. É muito bom contemplarmos a Cristo na Eucaristia, nas nossas orações, mas sempre sem esquecer que o mundo espera por nós, pela nossa Missão de perdoar e amar!


Pe Silvano Gonçalves

ACÇÃO PASTORAL de 9 a 15 de Março 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS

Encontro com todos os Acólitos em São Francisco próximo Domingo dia 15 pelas 15h. Haverá transporte para os que precisarem a partir das 14:30.
Na próxima 5ª Feira, dia 12, encontro de coros na Vila: 19:30

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mensagem do Reverendíssimo Bispo do Funchal para a Quaresma

Olá a todos, dispomos aqui o vídeo da Mensagem de sua Excelência Reverendíssima D. António Carrilho para a Quaresma, escutem e vejam o que ela nos pode ensinar e orientar nesta quadra tão importante da nossa vida cristã.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Palavra do Pároco


Nº 19 – Série III - 1 de Fev 2009 – Domingo I Tempo da QUARESMA


UMA ALIANÇA DE AMOR

Irmãos e irmãs em Jesus Cristo

Estamos a começar o tempo santo da Quaresma, um tempo em que cada um de nós tem mais uma oportunidade de se aproximar de Deus e dos nossos irmãos. A liturgia deste primeiro Domingo do tempo da Quaresma, tradicionalmente conhecido como o «Domingo da Tentação», ajuda-nos a tomarmos consciência da nossa condição frágil. Permanentemente sujeita a todo o tipo de tentações. O próprio Jesus, no deserto sentiu-se tentado, assumiu a sua condição humana, confirmou a fragilidade da natureza humana.
Nas leituras deste Domingo, vemos que Deus não nos oprime por nos sentirmos tentados. Pelo contrário, Ele, conhecendo a matéria com que nos fez, quer aliar-se à nossa condição fraca: «estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência e com todos os seres vivos que vos acompanham»( Gen. 9, 9-10). Deus nosso Pai, na Sua Misericórdia infinita, sendo Todo-Poderoso, quer ter a iniciativa de fazer aliança com a nossa vida frágil e sujeita à tentação.
Para uma melhor vivência da Quaresma, o nosso Sr Bispo D. António sugere três «pilares»: “A tradição bíblica e cristã assentaram a espiritualidade quaresmal em três pilares, que, com a força libertadora e santificadora do Espírito Santo, recriam o homem novo: a oração, o jejum e a esmola”. Que este tempo da Quaresma seja de verdade um tempo de Aliança com Deus, que nos sintamos mais animados com a nossa vida, conscientes da nossa condição frágil, mas aliados com Deus Pai, Deus Poderoso, Deus Amor.

Pe Silvano Gonçalves

Domingo II da Quaresma - B


EVANGELHO – Mc 9, 2-10

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui!
Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.

QUARESMA E PÁSCOA

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ou
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ACÇÃO PASTORAL de 2 a 8 de Março 2009


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PUBLICAÇÕES GERAIS


Haverá exposição do Santíssimo todos os Domingos da Quaresma pelas 17h orientado pelos diversos grupos da paróquia.
Na próxima 5ª Feira, dia 5, encontro de coros no Atouguia: 19:30

Paróquia da Calheta
- Já temos garantido o restauro de 9 Apóstolos


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Palavra do Pároco


Nº 18 – Série III - 22 de Fev 2009 – Domingo VII Tempo Comum

QUARESMA: A OPORTUNIDADE

Começamos esta semana a Quaresma. É um tempo único na vida de um cristão porque é a preparação para a grande festa cristã: a Páscoa.A Quaresma é um caminho com muitos símbolos que nos ajudam a avançar, a fazer caminho:
  • são 40 dias, ou seja, o tempo justo, o tempo simbólico para poder viver uma boa experiência; é um tempo de oportunidade que devo agarrar;

  • é tempo de dar “esmola”: é tempo de dar algo de mim próprio a quem me necessita;é tempo de dar a minha atenção, uma resposta animadora, a minha confiança; é tempo de estar generosamente com os que me rodeiam porque é tempo de acreditar que o meu próximo é mesmo meu irmão;
  • é tempo de jejum: privar-me do que não é essencial para mim, deixar cair as capas que tapam quem eu sou, que escondem a minha fragilidade; é tempo de jejum alegre porque vivo convencido da bondade de que ser o que sou, sem necessidades supérfluas, é razão de alegria;
  • é tempo de oração: é tempo de deixar que Deus tenha uma Palavra na minha vida, confiar em Alguém a quem chamo Pai porque acredito que me conhece e me ama; confiar é o maior desafio da oração.Assim, a Quaresma é o caminho que “encaminha” :a minha relação com Deus, através da oração;a minha relação com o Irmão, através da “esmola”;a minha relação comigo, através do “jejum”.

In: aci portugal

Evangelho do próximo Domingo: dia 1 de Março - Domingo I da Quaresma - B

EVANGELHO – Mc 1,12-15

Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Palavra da Salvação

OUVISTE AQUELE PÁSSARO CANTAR?

O hinduismo, na Índia, desenvolveu uma bela imagem para descrever o relacionamento entre Deus e a criação: Deus «dança» a Sua Criação. Ele é o Bailarino e a Criação é a Dança. A dança é diferente do bailarino e, no entanto, não pode existir sem ele. Tu não podes levá-la para casa, numa caixa, se ela te agradar. No momento em que pára o bailarino, a dança deixa de existir.
Na sua busca de Deus, o homem pensa demais, reflecte demais e fala demais. Mesmo ao olhar para esta dança a que chamamos criação, ele está sempre a pensar, a falar (consigo mesmo e com os outros), reflectindo, analisando, filosofando...? Palavras, palavras, só palavras... Barulho, barulho, só barulho!
Fica em silêncio e olha para a Dança. Olha simplesmente: uma estrela, uma flor, uma folha que envelhece, um pássaro, uma pedra. Qualquer parte dessa dança pode ser útil. Olha. Escuta. Cheira. Toca. Prova! Assim fazendo, é de esperar que não demore muito até que vejas o próprio Bailarino!
Queixava-se o discípulo ao seu Mestre, ao Mestre Zen, constantemente: «Porque me escondeis o segredo final, o segredo de Zen?» e, recusava aceitar as evasivas do Mestre. Até que um dia saíram ambos em passeio e, enquanto percorriam as colinas, ouviram num silvado, um pássaro cantar. E, logo, o mestre lhe pergunta: «ouviste o pássaro cantar?». O discípulo medita e responde: «Sim, Mestre». «Pois bem, agora já sabes».
Se ouviste, realmente, o pássaro cantar; se, realmente, viste a árvore... já não há segredos; já não precisas de palavras nem conceitos.
Que foi que disseste? Que já ouviste centenas de pássaros e já viste milhares de árvores? Mas será que viste, de facto, as árvores ou rótulos somente? Quando olhas para uma árvore, na verdade não vês a árvore. Quando tu olhas para uma árvore e vês um milagre – então, finalmente tu vês uma árvore. Será que o teu coração já se encheu, alguma vez, dessa maravilha sem palavras que é escutar o canto mavioso de um pássaro?

Anthony de Mello

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2009


"Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome" (Mt 4, 1-2)

Queridos irmãos e irmãs!

No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se prepa-rou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.
Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O “não comas” e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos estorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.
No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.

ACÇÃO PASTORAL de 23 de Fevereiro a 1 de Março 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS

Tema das Catequeses Quaresmais:

«Viver a Quaresma com São Paulo»

Haverá exposição do Santíssimo todos os Domingos da Quaresma pelas 17h orientado pelos diversos grupos da paróquia.

Na próxima 5ª Feira, dia 26, encontro de coros em São Francisco: 19:30

Já recebi os Jornais de Fátima, só devem levar os assinantes.

Paróquia do Atouguia
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Paróquia da Calheta
- Já temos garantido o restauro de 8 Apóstolos
- Recebi oferta de duas túnicas para a igreja

Paróquia de São Francisco
- Recebi ofertas para o tecto da igreja e para hóstias

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Palavra do Pároco

Nº 17 – Série III - 15 de Fevereiro 2009 – Domingo VI do Tempo Comum


O AMOR VENCE SEMPRE


Neste fim-de-semana, certamente que a palavra AMOR tem andado muito «no ar» isto devido ao dia 14 de Fevereiro que é mais conhecido popularmente pelo dia dos namorados. Não podemos duvidar que a Palavra de Deus deste Domingo VI do Tempo Comum vem demonstrar a forma simples e bela como Deus quer nos sugerir o que é afinal o Amor. As leituras apresentam-nos uma das situações sociais mais complicadas da antiguidade: a lepra. Não havia cura para esta doença e além disso era (e é) contagiosa. Por aqui se compreende que no livro do Levítico apareça uma lei, que à partida parece desumana, em que um leproso, tem de ser colocado em local isolado a não pode contactar com a sociedade: Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».(Lv 13, 46)
No Evangelho, tudo muda. O leproso já não é posto de parte, é re-admitido por Jesus, é curado e re-integrado na sociedade. Não será isto a verdade do amor? “pegar” naqueles que consideramos que merecem estar de parte, porque fizeram esta ou aquela «asneira» e os re-admitir? Aquilo que os Evangelistas nos querem demonstrar neste Evangelho com o relato da cura deste leproso, é precisamente a força curativa que tem o Amor Verdadeiro nas nossas vidas, nas nossas famílias. Percebermos que no Coração de Deus, todos somos admitidos, Amados. Agora, cabe-nos a nós termos esta coragem de acolher aqueles/as que necessitam do nosso perdão e sentirmos o poder de cura que tem o Amor, que é sempre vencedor.

Pe Silvano Gonçalves

EVANGELHO - Dia 22 de Fevereiro de 2009 - Domingo VI do Tempo Comum - B

Mc 2,1-12

Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra. Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o tecto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?» Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu to ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim».

Palavra da Salvação

ONDE ESTÁ A MINHA ORAÇÃO?


Quando acordo, levanto-me, arranjo-me, alimento-me, labuto, divirto-me, deito-me, para onde vão os meus pensamentos?
Para a obra de Deus que tudo criou e me concedeu a vida? Ou para a minha obra, fruto da vida que me foi confiada?
Quando desperto, reparo no conforto que me cerca, a casa aquecida, o banho quente, as roupas macias, o aroma do café da manhã, a companhia que está a meu lado? Ou ocupo a minha mente com os afazeres que me esperam, as notícias da manhã, o que vou vestir agora e o que vou por para o encontro de logo à noite?
Agradeço o pão da manhã e partilho as esperanças e incertezas do meu dia e digo que bom ter-te comigo, ou digo antes, não me distraias tenho muito que fazer e saio para pastelaria conversar com o meu expresso e o meu croissant?
Depois... é o trabalho, o almoço a correr, a ginástica, umas compras e umas lojas, o jantar para fazer, o pôr em comum as desgraças do dia, o deitar de costas voltadas? Ou antes agradecer o fruto do nosso trabalho, a esperança que levo aos que partilham o meu dia, a antecipação da alegria da cara amiga que sei que vou encontrar, dos netos que vou buscar, dos filhos com histórias para contar, da companhia quando me deitar?
Depois de tudo isto bom ou mau onde ficaste Senhor?
Abri-te a porta do meu coração para que tomasses parte comigo na alegria e na tristeza, na angústia e na esperança, na dor e no prazer, ou deixei-te antes ficar amorosamente sentado à porta aguardando paciente-mente que eu me lembrasse de ti?
Reparo Senhor que depois de consumir o meu dia entre os meus amores e desamores, é aí que te encontro, exactamente no sítio em que te deixei quando acordei...
Reparo Senhor que exijo ser amado em exclusividade, embora não o saiba fazer nem encontre quem o faça, mas ao ver-te à minha porta, entendo que, apesar de sermos tantos, só tu o fazes na perfeição, porque és a fonte do meu amor.
É porque penso tão pouco na tua vinda, na tua vida, na tua morte e ressurreição que se esbate tanto aquilo que de outro modo seria evidente.
Faz Senhor com que eu entre na corrente de água pura dessa fonte, para que nunca mais te veja à espera, mas estejas presente e participante da minha vida de tal forma que o meu coração se torne por sua vez, fonte de água que jorra para a vida eterna.
José Pimentel

ACÇÃO PASTORAL de 16 a 22 de Fevereiro 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS

PEÇAS CRUZADAS, na casa das Mudas dia 14 pelas 21:30

Paróquia do Atouguia
- Encontro com todos os Catequistas, Sábado dia 21 – 19h

Paróquia da Calheta
- Recebi donativo para o Boletim
- Já temos garantido o restauro de 6 Apóstolos
- Encontro com todos os catequistas, terça-feira, dia 17 – 19h

Paróquia de São Francisco
- Encontro com todos os Catequistas, 4ª feira, 19h



Receita da semana – Tarte de natas

Massa:
Pode comprar-se já feita – massa quebrada ou massa folhada ou 250g de farinha, 124g de açúcar, 1 ovo, sal quanto baste, raspa de limão.

Recheio:
- ½ litro de natas,
- 6 gemas,
- 2 ovos inteiros,
- 200g de açúcar,
- duas gotas de baunilha.

Modo de fazer:
Unte a forma com margarina e estenda a massa no fundo, em seguida, numa tigela, misture as natas, o açúcar e os ovos mexendo sem bater muito e junte a baunilha. Deite na forma e leve ao forno a 180º aproximadamente, durante uma hora.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Nossa Senhora do Ó


Oração

V. - Vós formastes as entranhas do meu corpo e me criastes no seio de minha mãe.
R. - Eu Vos dou graças por me haverdes feito tão maravilhosamente. (SI. 138)


Pai Nosso

V. - Desde o seio materno sois o meu Deus. (Sl. 21)
R. - Desde o ventre materno sois o meu protector. Em Vós está a minha esperança. (Sl. 70)

Ave-maria

V. - Não morrerei mas hei-de viver.
R. - Para anunciar, as obras do Senhor (Sl. 117)

Glória

Oremos - Pai Santo, Amor Criador, Senhor da vida, Deus Providente e Todo-Poderoso: desde toda a eternidade, quisestes o ser e a vida de cada um nós; e enviastes o Vosso Filho ao mundo a fim de que tenhamos a Vida e a tenhamos em abundância. Dai-nos o Vosso Espírito Vivificante para que, sempre, em qualquer circunstância e sem excepção alguma, defendamos, amemos e Sirvamos, a vida, dignidade, direitos e integridade de cada ser humano - desejado ou imprevisto, são ou enfermo, escorreito ou deficiente desde ,o momento da sua concepção, ou fase unicelular, e em todas as fases da sua existência até à morte natural, e, indo; assim, ao Vosso, encontro, alcancemos a felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Com aprovação eclesiástica

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Palavra do Pároco

Nº 16 – Série III – 8 de Fevereiro 2009 – Domingo V do Tempo Comum



AI DE MIM SE NÃO EVANGELIZAR

Nos textos bíblicos deste Domingo V do tempo comum, somos surpreendidos na segunda leitura como a frase que marca este ano paulino: «ai de mim se não evangelizar». Não podemos cair na tentação de pensar que este ano em que celebramos os dois mil anos do Apóstolo das gentes, seja apenas um conjunto de iniciativas bonitas para incentivar os cristãos à vivência da Fé. Ou então mais uma coisa que se inventou para ocupar o tempo… este grito convicto de Paulo de que o Evangelho tinha de ser urgentemente anunciado, constitui para cada cristão, para ti, irmão, irmã um DESAFIO! Ai de mim se não me torno um anunciador daquilo em que acredito e vivo.
Mas será que Deus nos está a exigir algo que está para além das nossas capacidades? Que está fora da nossa disponibilidade? Não me parece… vejamos qual foi o método que Paulo utilizou para anunciar, de modo que ainda hoje o celebremos como uma referência: «embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos» (1Cor 9, 19). Ou seja, é vivendo a nossa vida como ela é, com tudo o que a envolve, mas… como nos demonstra a imagem, com o nosso coração nas mãos. Diz ainda o Apóstolo: «com os fracos tornei-me fraco». É muito importante percebermos que Evangelizar é reconhecer as nossas fraquezas, aceitando e perdoando as fraquezas do próximo. Por aqui percebemos que é evangelizando que somos verdadeiramente felizes, e então podemos, tal como Paulo afirmar: «ai de mim se não evangelizar»

Pe Silvano Gonçalves

EVANGELHO - Dia 15 de Fevereiro de 2009 - VI Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho: Mc 1,40-45

Cura de um leproso - Um leproso veio ter com Ele, caiu de Joelhos e suplicou-Lhe: “Se quiseres, podes limpar-me”. Compadecido, Jesus estendeu a mão, tocou e disse: “Quero, fica limpo”. Imediatamente a lepra o deixou e ficou limpo. E Jesus logo o despediu com esta advertência: “Livra-te de falar nisto a alguém; antes, vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que foi estabelecido por Moisés, a fim de lhes servir de testemunho”. Ele, porém assim que se retirou, começou a proclamar e a divulgar o que acontecera, a ponte de Jesus não poder entrar publicamente numa cidade, ficando fora, nos lugares menos frequentados; e de todas as partes iam ter com Ele.

Palavra de Vida de Fevereiro

“Se alguém vem ter comigo e não Me prefere a seu pai, mãe, esposa, filhos, irmãos, irmãs, e até à própria vida, não pode ser Meu discípulo” (Lc 14, 26).
Que vos parece? São palavras tremendamente exigentes radicais, inéditas! No entanto, aquele Jesus que declarou indissolúvel o matrimónio e deu o mandamento de amar a todos, e, portanto, de amar especialmente os pais, aquele mesmo Jesus pede agora que se ponham em segundo lugar todos os afectos belos da Terra, sempre que forem um impedimento ao amor directo, imediato a Ele. Só Deus podia pedir tanto.
Na verdade, Jesus desenraíza as pessoas do seu modo natural de viver e quere-as ligadas, antes de mais, a Ele, para realizar na Terra a fraternidade universal.
Por isso, onde quer que encontre um obstáculo ao seu projecto, Deus “corta” , e no Evangelho Jesus fala de “espada” , espiritual, claro.
E chama “mortos” àqueles que não O souberem amar mais do que à mãe, à esposa, à vida. Lembram-se daquele homem que pediu para sepultar o pai antes de O seguir? Foi a ele que Jesus respondeu: “deixa que os mortos sepultem os seus mortos” (Lc 9, 60).
Perante uma tão grande exigência, podemos sentir um arrepio de medo, ou pensar que estas palavras de Jesus só eram compreensíveis naquela época, ou por aqueles que O seguissem de um modo especial.
Mas não é assim. Esta frase é válida para todas as épocas, e também para os dias de hoje. E vale para todos os cristãos, também para nós.
Nos tempos que correm podem surgir muitas ocasiões para pôr em prática o convite de Cristo.
Vives numa família onde há alguém que contesta o cristianismo? Jesus quer que tu o testemunhes com a vida e, no momento oportuno, com a palavra, mesmo à custa de seres ridicularizado ou caluniado.
Um irmão teu quer que te juntos a um grupo com fins pouco claros, ou mesmo reprováveis? Não te deixes envolver. Há alguém da tua família que te convida a arranjar dinheiro pouco limpo? Mantém a tua honestidade. Toda a tua família quer arrastar-te para uma vida mundana? Não vás, para que Cristo não se afaste de ti.
Pertencias a uma família descrente e a tua conversão a Cristo causou a divisão? Não te assustes. È um efeito do evangelho.
Oferece a Deus o sofrimento que sentes no coração por aqueles que amas, mas não sedas.
Cristo chamou-te a Si de um modo especial, e agora chegou o momento em que a tua doação total exige que deixes o pai e a mãe, ou talvez que renuncies à namorada.
Faz a tua escolha. Sem combate não há vitória. «…e até à própria vida».
Vives num lugar de perseguição e o facto de te expores por Cristo põe em perigo a tua vida? Coragem. Às vezes a nossa fé pode pedir também isto. Na Igreja, a época dos mártires nunca acabou completamente.
Cada um de nós, ao longo da sua vida, há-de ter que escolher entre Cristo e todo o resto, para permanecer um cristão autêntico. Portanto, também para ti há-de chegar esse momento.
Não tenhas medo não receies perder a vida, porque mais vale perdê-la por Deus do que nunca mais a encontrar. A outra Vida é uma realidade.
E não te aflijas com os teus familiares. Deus ama-os. Se tu O souberes preferir a eles, chegará o dia em que Deus há-de passar por eles para os chamar com as palavras fortes do Seu Amor. E tu poderás então ajudá-los a tornarem-se, também, verdadeiros discípulos de Cristo.
Chiara Lubich