DESTAQUES




"Toda a escolha tem consequências. É necessário perder para ganhar. É necessário abandonar para ter. Quem quer ganhar sempre não aprendeu a viver."

(Autor desconhecido)

terça-feira, 17 de março de 2009

Palavra do Pároco


Nº 22 – Série III - 22 de Mar. 2009 – Domingo IV Tempo da QUARESMA


O MISTÉRIO DA CRUZ


Para entendermos o significado fundamental da cruz, é muito importante que estejamos atentos ao que Jesus diz: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me» (Mt 16, 24). A cruz significa antes de tudo que não sejamos NADA para nós mesmos, e ser TUDO para os outros. De facto, Jesus do alto da cruz, já não tinha nada que fosse seu, doou-Se totalmente à humanidade! Conforme ele mesmo nos diz: ninguém tira a minha vida, e a dou livremente. Esse facto é o coroamento de toda a vida de Jesus, que não se apegou de forma egoísta à Sua condição divina, mas fez-se homem, obediente até à morte e morte de cruz. Abster-se de traçar detalhadamente o mapa do futuro, aceitar as próprias limitações, largar o que pensávamos possuir, e tudo isso de bom grado, é este o caminho da cruz, é esta a proposta de Jesus. Este é o caminho que devemos fazer durante a quaresma, senão a nossa Páscoa não encontra em nós o seu sentido. Nós cristãos falamos com facilidade de renúncia, de negar-se a si mesmo, morrer cada dia e nascer de novo. Neste IV Domingo da Quaresma, Jesus lança-nos o desafio de olhar para a Cruz e percebermos o que é que ela significa em mim e para mim. Somos desafiados a deixar de parte a teoria e começarmos a perceber que a Cruz autêntica pode passar pelo amor sincero àqueles que mais carecem da nossa caridade, tanto material como espiritual. Só assim estaremos a caminho para a Páscoa, para a para a Ressurreição de Cristo, para a nossa Ressurreição…

Pe Silvano Gonçalves

Evangelho do próximo Domingo: dia 29 de Março - Domingo V da Quaresma - B

EVANGELHO: Jo 12, 20-33

Naquele tempo, alguns gregos que tinha vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa, foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queríamos ver Jesus». Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome».
Palavra da Salvação


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE

O PAPA BENTO XVI

PARA A QUARESMA DE 2009



"Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome" (Mt 4, 1-2)

Continuação
Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.

De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de
outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes». Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.
Vaticano, 11 de Dezembro de 2008

ACÇÃO PASTORAL de 23 a 29 de Março 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS


Peregrinação por terras de São Paulo (Grécia) 30 de Julho a 6 de Agosto

Nesta semana, estarei todos os dias à tarde em confissões nas paróquias do concelho pelo que não poderei celebrar de tarde, excepto 6ª feira.


DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE: Sábado, dia 4 de Abril das 10h às 18:30 Almoço Partilhado
Atenção à mudança da hora no próximo Sábado par Domingo - adianta

Paróquia do Atouguia
- Já temos alguma verbas para o som da cap ela de Cristo Rei;
- Recebi um donativo para lamparinas, para hóstias e para a igreja nova.


Paróquia da Calheta
- Já temos garantido o restauro de 11 Apóstolos;
- Recebi donativos para restauros de pessoas particulares;
- Noite de vigília 21:30 até 8h.

Paróquia de São Francisco
- Visitas aos idosos – ver tabela

terça-feira, 10 de março de 2009

Palavra do Pároco


Nº 21 – Série III - 15 de Mar. 2009 – Domingo III
Tempo da QUARESMA


OS MANDAMENTOS: IMPOSIÇÕES OU CAMINHO?


Neste terceiro Domingo do tempo da Quaresma, são-nos apresentados, como proposta de vida os Dez Mandamentos. Ao longo dos séculos, o Povo de Deus tomou consciencia que estas dez palavras (o decálogo) seria a base da sua relação com Deus: Guardareis sempre os preceitos, os decretos, a lei e os mandamentos que Ele vos deu por escrito, para os cumprirdes continuamente (2Re 17 37). Em diversas passagens do Antigo Testamento os Dez Mandamentos emergem como a condição de vida do crente, e o seu não cumprimento implicaria a condenação.
Jesus diz por suas próprias palavras: «não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição»(Mt 5, 17) ora, se Jesus vem levar os Mandamentos à perfeição, Ele não retirou nem acrescentou qualquer Mandamento, veio sim lhe dar o verdadeiro sentido: pois o amor de Deus consiste precisamente em que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são uma carga, 1Jo 5, 3. Por aqui podemos perceber o que realmente o Senhor espera de nós neste terceiro Domingo Quaresmal, que a nossa vivência cristã não seja uma carga, que os Mandamentos da Lei de Deus e da Santa Igreja não sejam para nós leis a obedecer cegamente mas antes um caminho que nos abra os olhos para o sentido da Vida, para o outro, para a descoberta de que a verdadeira felicidade está precisamente na sintese dos Mandamentos: Amar a Deus e ao Próximo!


Pe Silvano Gonçalves

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2009


"Jejuou durante quarenta dias e quarenta
noites e, por fim, teve fome" (Mt 4, 1-2)

(Continuação)



Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).
A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: PL 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.


(continua...)

Evangelho do próximo Domingo: dia 22 de Março - Domingo IV da Quaresma - B

EVANGELHO: Jo 3,14-21

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou em nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta:
a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.

Palavra da Salvação

ACÇÃO PASTORAL de 16 a 22 de Março 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS

- Estão abertas as inscrições para um curso de arte floral na casa do Povo da Calheta
- Peregrinação por terras de São Paulo (Grécia) 30 de Julho a 6 de Agosto
- Encontro de Catequistas no próximo Domingo dia 22 – 15h

Paróquia do Atouguia
- Recebi donativo para a igreja nova
- Já donativos para o som da capela de Cristo Rei
- Confissões 3ª Feira 16:30

Paróquia da Calheta
- Já temos garantido o restauro de 11 Apóstolos
- Recebi donativos para apoio aos restauros
- Recebi donativo para a Luz do Santíssimo
- Confissões, 4ª feira – 19h

Paróquia de São Francisco
- Recebi donativos para Luz do Santíssimo e para S. Francisco
- Confissões: 4ª Feira 16:30

sexta-feira, 6 de março de 2009

Palavra do Pároco



Nº 20 – Série III - 8 de Mar. 2009 – Domingo II Tempo da QUARESMA


TRANSFIGURAR-SE: A CONVERSÃO


Como todos nós já nos apercebemos, o tempo da Quaresma, é um tempo em que a Liturgia pretende catequizar o Povo de Deus na sua caminhada para a Páscoa. Se no passado Domingo tomamos consciencia da nossa condição frágil, sujeitos à tentação, neste segundo Domingo celebramos a Transfiguração do Senhor, ou seja, cada um de nós é convidado a iniciar um processo de Transfiguração pessoal. Transfigurar, isto é, mudar de figura tudo aquilo que em nós não nos deixa ser livres e faz-nos sofrer a nós e aos outros. Tranfigurar o nosso egoísmo em Caridade, transfigurar os nossos medos em confiança, transfigurar os nossos desânimos em esperança. Os discípulos, perante esta visão do «Cristo Glorioso» ficaram de tal forma arrebatados que queriam montar ali três tendas, já não queriam saber do mundo, contudo Jesus quase que os obrigou a retomarem o caminho de volta ao “mundo”, a Sua Missão tinha de se cumprir, tinha de ser julgado, escarnecido, flagelado e crucificado. Por sua vez os discípulos, também tinham de continuar a aprender com o Mestre, para depois serem anunciadores, perseguidos e martirizados. É o mistério da nossa vida cristã. É muito bom contemplarmos a Cristo na Eucaristia, nas nossas orações, mas sempre sem esquecer que o mundo espera por nós, pela nossa Missão de perdoar e amar!


Pe Silvano Gonçalves

ACÇÃO PASTORAL de 9 a 15 de Março 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS

Encontro com todos os Acólitos em São Francisco próximo Domingo dia 15 pelas 15h. Haverá transporte para os que precisarem a partir das 14:30.
Na próxima 5ª Feira, dia 12, encontro de coros na Vila: 19:30

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mensagem do Reverendíssimo Bispo do Funchal para a Quaresma

Olá a todos, dispomos aqui o vídeo da Mensagem de sua Excelência Reverendíssima D. António Carrilho para a Quaresma, escutem e vejam o que ela nos pode ensinar e orientar nesta quadra tão importante da nossa vida cristã.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Palavra do Pároco


Nº 19 – Série III - 1 de Fev 2009 – Domingo I Tempo da QUARESMA


UMA ALIANÇA DE AMOR

Irmãos e irmãs em Jesus Cristo

Estamos a começar o tempo santo da Quaresma, um tempo em que cada um de nós tem mais uma oportunidade de se aproximar de Deus e dos nossos irmãos. A liturgia deste primeiro Domingo do tempo da Quaresma, tradicionalmente conhecido como o «Domingo da Tentação», ajuda-nos a tomarmos consciência da nossa condição frágil. Permanentemente sujeita a todo o tipo de tentações. O próprio Jesus, no deserto sentiu-se tentado, assumiu a sua condição humana, confirmou a fragilidade da natureza humana.
Nas leituras deste Domingo, vemos que Deus não nos oprime por nos sentirmos tentados. Pelo contrário, Ele, conhecendo a matéria com que nos fez, quer aliar-se à nossa condição fraca: «estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência e com todos os seres vivos que vos acompanham»( Gen. 9, 9-10). Deus nosso Pai, na Sua Misericórdia infinita, sendo Todo-Poderoso, quer ter a iniciativa de fazer aliança com a nossa vida frágil e sujeita à tentação.
Para uma melhor vivência da Quaresma, o nosso Sr Bispo D. António sugere três «pilares»: “A tradição bíblica e cristã assentaram a espiritualidade quaresmal em três pilares, que, com a força libertadora e santificadora do Espírito Santo, recriam o homem novo: a oração, o jejum e a esmola”. Que este tempo da Quaresma seja de verdade um tempo de Aliança com Deus, que nos sintamos mais animados com a nossa vida, conscientes da nossa condição frágil, mas aliados com Deus Pai, Deus Poderoso, Deus Amor.

Pe Silvano Gonçalves

Domingo II da Quaresma - B


EVANGELHO – Mc 9, 2-10

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui!
Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.

QUARESMA E PÁSCOA

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ou
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ACÇÃO PASTORAL de 2 a 8 de Março 2009


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PUBLICAÇÕES GERAIS


Haverá exposição do Santíssimo todos os Domingos da Quaresma pelas 17h orientado pelos diversos grupos da paróquia.
Na próxima 5ª Feira, dia 5, encontro de coros no Atouguia: 19:30

Paróquia da Calheta
- Já temos garantido o restauro de 9 Apóstolos


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Palavra do Pároco


Nº 18 – Série III - 22 de Fev 2009 – Domingo VII Tempo Comum

QUARESMA: A OPORTUNIDADE

Começamos esta semana a Quaresma. É um tempo único na vida de um cristão porque é a preparação para a grande festa cristã: a Páscoa.A Quaresma é um caminho com muitos símbolos que nos ajudam a avançar, a fazer caminho:
  • são 40 dias, ou seja, o tempo justo, o tempo simbólico para poder viver uma boa experiência; é um tempo de oportunidade que devo agarrar;

  • é tempo de dar “esmola”: é tempo de dar algo de mim próprio a quem me necessita;é tempo de dar a minha atenção, uma resposta animadora, a minha confiança; é tempo de estar generosamente com os que me rodeiam porque é tempo de acreditar que o meu próximo é mesmo meu irmão;
  • é tempo de jejum: privar-me do que não é essencial para mim, deixar cair as capas que tapam quem eu sou, que escondem a minha fragilidade; é tempo de jejum alegre porque vivo convencido da bondade de que ser o que sou, sem necessidades supérfluas, é razão de alegria;
  • é tempo de oração: é tempo de deixar que Deus tenha uma Palavra na minha vida, confiar em Alguém a quem chamo Pai porque acredito que me conhece e me ama; confiar é o maior desafio da oração.Assim, a Quaresma é o caminho que “encaminha” :a minha relação com Deus, através da oração;a minha relação com o Irmão, através da “esmola”;a minha relação comigo, através do “jejum”.

In: aci portugal

Evangelho do próximo Domingo: dia 1 de Março - Domingo I da Quaresma - B

EVANGELHO – Mc 1,12-15

Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Palavra da Salvação

OUVISTE AQUELE PÁSSARO CANTAR?

O hinduismo, na Índia, desenvolveu uma bela imagem para descrever o relacionamento entre Deus e a criação: Deus «dança» a Sua Criação. Ele é o Bailarino e a Criação é a Dança. A dança é diferente do bailarino e, no entanto, não pode existir sem ele. Tu não podes levá-la para casa, numa caixa, se ela te agradar. No momento em que pára o bailarino, a dança deixa de existir.
Na sua busca de Deus, o homem pensa demais, reflecte demais e fala demais. Mesmo ao olhar para esta dança a que chamamos criação, ele está sempre a pensar, a falar (consigo mesmo e com os outros), reflectindo, analisando, filosofando...? Palavras, palavras, só palavras... Barulho, barulho, só barulho!
Fica em silêncio e olha para a Dança. Olha simplesmente: uma estrela, uma flor, uma folha que envelhece, um pássaro, uma pedra. Qualquer parte dessa dança pode ser útil. Olha. Escuta. Cheira. Toca. Prova! Assim fazendo, é de esperar que não demore muito até que vejas o próprio Bailarino!
Queixava-se o discípulo ao seu Mestre, ao Mestre Zen, constantemente: «Porque me escondeis o segredo final, o segredo de Zen?» e, recusava aceitar as evasivas do Mestre. Até que um dia saíram ambos em passeio e, enquanto percorriam as colinas, ouviram num silvado, um pássaro cantar. E, logo, o mestre lhe pergunta: «ouviste o pássaro cantar?». O discípulo medita e responde: «Sim, Mestre». «Pois bem, agora já sabes».
Se ouviste, realmente, o pássaro cantar; se, realmente, viste a árvore... já não há segredos; já não precisas de palavras nem conceitos.
Que foi que disseste? Que já ouviste centenas de pássaros e já viste milhares de árvores? Mas será que viste, de facto, as árvores ou rótulos somente? Quando olhas para uma árvore, na verdade não vês a árvore. Quando tu olhas para uma árvore e vês um milagre – então, finalmente tu vês uma árvore. Será que o teu coração já se encheu, alguma vez, dessa maravilha sem palavras que é escutar o canto mavioso de um pássaro?

Anthony de Mello

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2009


"Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome" (Mt 4, 1-2)

Queridos irmãos e irmãs!

No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se prepa-rou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.
Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O “não comas” e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos estorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.
No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.

ACÇÃO PASTORAL de 23 de Fevereiro a 1 de Março 2009

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PUBLICAÇÕES GERAIS

Tema das Catequeses Quaresmais:

«Viver a Quaresma com São Paulo»

Haverá exposição do Santíssimo todos os Domingos da Quaresma pelas 17h orientado pelos diversos grupos da paróquia.

Na próxima 5ª Feira, dia 26, encontro de coros em São Francisco: 19:30

Já recebi os Jornais de Fátima, só devem levar os assinantes.

Paróquia do Atouguia
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Paróquia da Calheta
- Já temos garantido o restauro de 8 Apóstolos
- Recebi oferta de duas túnicas para a igreja

Paróquia de São Francisco
- Recebi ofertas para o tecto da igreja e para hóstias

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Palavra do Pároco

Nº 17 – Série III - 15 de Fevereiro 2009 – Domingo VI do Tempo Comum


O AMOR VENCE SEMPRE


Neste fim-de-semana, certamente que a palavra AMOR tem andado muito «no ar» isto devido ao dia 14 de Fevereiro que é mais conhecido popularmente pelo dia dos namorados. Não podemos duvidar que a Palavra de Deus deste Domingo VI do Tempo Comum vem demonstrar a forma simples e bela como Deus quer nos sugerir o que é afinal o Amor. As leituras apresentam-nos uma das situações sociais mais complicadas da antiguidade: a lepra. Não havia cura para esta doença e além disso era (e é) contagiosa. Por aqui se compreende que no livro do Levítico apareça uma lei, que à partida parece desumana, em que um leproso, tem de ser colocado em local isolado a não pode contactar com a sociedade: Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».(Lv 13, 46)
No Evangelho, tudo muda. O leproso já não é posto de parte, é re-admitido por Jesus, é curado e re-integrado na sociedade. Não será isto a verdade do amor? “pegar” naqueles que consideramos que merecem estar de parte, porque fizeram esta ou aquela «asneira» e os re-admitir? Aquilo que os Evangelistas nos querem demonstrar neste Evangelho com o relato da cura deste leproso, é precisamente a força curativa que tem o Amor Verdadeiro nas nossas vidas, nas nossas famílias. Percebermos que no Coração de Deus, todos somos admitidos, Amados. Agora, cabe-nos a nós termos esta coragem de acolher aqueles/as que necessitam do nosso perdão e sentirmos o poder de cura que tem o Amor, que é sempre vencedor.

Pe Silvano Gonçalves

EVANGELHO - Dia 22 de Fevereiro de 2009 - Domingo VI do Tempo Comum - B

Mc 2,1-12

Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra. Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o tecto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?» Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu to ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim».

Palavra da Salvação